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Cirurgia bariátrica

Psicólogo para paciente bariátrico é mesmo necessário?

Comida é sobrevivência, é atividade social e é estratégia emocional. A cirurgia bariátrica interfere significativamente nas três.

Mulher preenchendo um formulário de avaliação psicológica

Você decidiu (finalmente) fazer a cirurgia bariátrica para melhorar sua vida em todos os aspectos: saúde, autoestima, social, relacionamentos. Esse é o momento, você tomou a coragem necessária e procurou um bom cirurgião.

E agora ele avisa que você precisa passar com um psicólogo especializado em bariátrica. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?

O que é cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica e metabólica é um tratamento cirúrgico para a obesidade, no qual se faz a diminuição do estômago. Isso faz com que o paciente consiga comer menos e, portanto, alcance uma expressiva perda de peso.

Atualmente dois procedimentos são os mais realizados no SUS, pelos convênios e no particular: Bypass e Sleeve. Por se tratarem de cirurgias irreversíveis, ou seja, que não podem ser desfeitas, o paciente precisa estar ciente de todos os riscos e consequências.

Qual o papel do psicólogo no processo bariátrico?

O paciente precisa passar por especialistas no pré e no pós-operatório, e o psicólogo faz parte desta equipe multidisciplinar. Seu papel consiste em avaliar aspectos psicológicos e comportamentais que possam indicar possíveis complicações no pós-operatório, que inviabilizem a indicação imediata para a realização da cirurgia.

Podem ser utilizados testes, mas isso não é obrigatório. O psicólogo para bariátrica vai avaliar aspectos cognitivos, psicopatológicos (se houver) e a capacidade de compreensão e avaliação dos riscos.

E se eu não passar na avaliação psicológica?

Primeiro de tudo: você não precisa convencer o psicólogo de que está motivada e quer muito operar. Não existe nenhuma corrida ao mérito para se submeter à cirurgia e, portanto, o seu foco deve ser outro.

O seu foco deve ser o de se preparar o melhor possível para conseguir lidar e suportar uma escolha que vai impactar toda a sua vida — pois se alimentar é algo que você faz todos os dias, independentemente do lugar em que esteja.

Vamos lembrar que comida é algo necessário para a sobrevivência, mas também uma atividade social: tomar café com as amigas, pedir umas porções no happy hour, comemorar uma promoção no rodízio, viajar em um cruzeiro “all inclusive”. Tudo isso faz parte da vida. E a cirurgia bariátrica interfere significativamente nisto.

Além de tudo isso, a comida também faz parte das estratégias que nós, seres humanos, adotamos para lidar com as nossas emoções: comer um chocolate no período de TPM, abrir um vinho após um dia muito estressante, beliscar amendoim durante uma tarde no escritório com problemas para resolver. A comida também faz parte de demandas emocionais.

E a cirurgia bariátrica muda completamente o seu acesso a isso (ou deveria). Por isso o seu foco deve ser o de realmente entender se existem aspectos comportamentais e emocionais que devam ser alinhados anteriormente à cirurgia e, após isso, dar sequência.

Tenha esperança. Se você está neste momento de passar pela avaliação psicológica, busque profissionais capacitados e que entendam de todo o processo da cirurgia bariátrica.

Lembre-se: é tudo para o seu bem!

Beijos, Tamala.

Se isso soou familiar

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